Crônica de uma tempestade anunciada

Cidade de São Paulo sai do estado de atenção – A cidade de São Paulo enfrentou nesta sexta-feira o 45º dia seguido de chuvas. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura decretou estado de atenção em todas as regiões das 17h25 até as 18h20, quando as chuvas diminuíram… IG São Paulo – Último Segundo.

Hoje tivemos mais uma forte tempestade em São Paulo. Aqui no Butantã, a tempestade com fortes rajadas de vento começou por volta das 15h e durou pouco mais de 20 minutos. Eu moro no oitavo andar e 3 janelas do meu apartamento receberam a chuva de frente.

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Meu condomínio fica às margens do rio Pirajussara, pouco antes da foz do córrego Antonico...

A água ultrapassou as persianas e alagou sala e quartos, nada muito grave. Nos jardins do condomínio as baixas foram pouco maiores, a queda de uma palmeira e de boa parte de uma mangueira, além de vários galhos de uma ameixeira e de outras árvores. Mas fora a queda de uma moto no estacionamento e muitas folhagens espalhadas pelo chão, nada de mais sério.

Cronica2

Alguns poucos rescaldos da rápida tempestade...

Parte da cidade sofreu bem mais, muitas árvores caíram na região sudoeste e a Praça Juca Mulato, no Ibirapuera, foi totalmente inundada – época de cheia do córrego Uberaba. Como também é comum, muitos locais ficaram sem luz – enquanto escrevo (23h05), vejo as encostas na direção da Rodovia Raposo Tavares ainda às escuras.

Cronica3

Árvore caída na Av. Oscar Americano, em frente ao Bosque do Morumbi.

É verdade que não passa de mais um típico dia de verão paulistano, mas uma coincidência o torna particularmente interessante para mim. Mudei-me para este condomínio há quase um ano, no dia 5 de fevereiro de 2010 – há exatos 11 meses e 16 dias. Naquele dia, com metade da mudança ainda no caminhão, despencou uma tempestade semelhante a esta e até hoje tinha sido a única que tinha conseguido alagar o apartamento.

Como disse antes, não é nada demais, principalmente se pensarmos nos desastres que têm ocorrido nos últimos verões. Contudo, diferente da grande maioria dos administradores de nossas cidades e estados, ninguém me verá pondo a culpa na chuva pelos eventuais estragos no piso da minha sala…

Luiz CJr.

PS. O cabeçalho da notícia que abre este texto não é de hoje, é de 05 de fevereiro de 2010, 17h32.

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